Robyn faz o pop mais legal do momento.

Não é nada fácil se destacar com um álbum novo na mesma época que Kylie e Christina Aguilera retornam; no mês em que Lady Gaga lança mais um clipe e que M.I.A. faz chacina de ruivos para se promover. Mas Robyn conseguiu. A loirinha sueca e simpática lançou agora em junho "Body Talk Pt. 1" para espanto de fãs e da crítica. É seu primeiro disco em cinco anos, que mescla com excelência características do pop e da música eletrônica das pistas.
Sua voz fina e pueril, quase infantiloide, traça um curioso contraste com as oito faixas do disco, uma viagem pelo que produtores do momento tem feito de mais bacana em influências que vão do dancehall ao synth-pop escandinavo (pense em Röyksopp). "Dancing on My Own" foi o primeiro single, um synth elétrico cavalgado em chibatadas que traz Robyn narrando como foi encontrar seu amor beijando outra guria na pista - "será que ela te ama do jeito que eu posso te amar?", diz, resignada e apaixonada.
"Fembot" e "None of Dem" trazem uma curiosa absorção de elementos do grime e do dubstep, dois gêneros eletrônicos cabeçudos e quebrados, que aqui contaram a favor de uma Robyn malemolente e cheia de ginga - difícil imaginar isso de uma sueca, mas ela está uma verdadeira ghetto girl. O ápice dessa veia roots de "Body Talk Pt. 1" é "Dancing Hall Queen", produzida por Diplo, em que ela fala de uma garota que usa salto alto e entende do bassline. Sensacional.

Como é pop, a fórmula não deixa para trás baladinhas: "Hang With Me" é um acústico, quase capella, que pode ser maçante, mas quem entrar na viagem tonal da loirinha vai gostar de sua delicadeza. E o encerramento com "Jag Vet en Dejlig Rosa" é curioso, uma lamúria sombria, cantada sem pressa, que faz com que sintamos as variações silábicas da dura língua sueca.

Robyn prometeu mais dois discos ainda esse ano, um feito e tanto que devem partir dessa evolução electro-pop de "Body Talk Pt. 1", álbum que bebe muito na fonte do exitoso pop sueco (Abba, Ace of Base, Roxette..). Esta trilogia vem na esteira de sucesso que começou por volta de 2007 com "With Every Heartbeat", que lhe garantiu um Grammy e convites para abrir shows da Madonna na Europa. Você ainda vai ouvir falar bastante dela.
Fotos: Divulgação
Enviado por Jade Gola


com certeza ela é muito talentosa, seu novo single ñ sai da minha kbça mais, e sem desmerecer as outras, ela está sendo a melhor pq está fazendo musica sem se importar se vai ser a nova sensação do momento, e sim, com o talento, experimentação e bom senso musical!!! ela é d+