PAPO RETO: CHICO DUB / DANCING CHEETAH.
Tecnobrega, pós-funk, tropical bass, kwaito, kuduro, funana, coupé decalé, mashups e global guettotech. Diversão é a palavra de ordem, e quem define bem a nossa tão querida macaca é a Dancing Cheetah, uma festa de ritmos globais subestimados e desconhecidos pela mídia e público em geral.

Formada pelos DJs Chico Dub, Pedro Seiler e João Brasil, a festa é movida pela mistura de música eletrônica, reggae, pop, rock e hip hop com ritmos típicos da América Latina, do Caribe e da África.

Trocamos 2 dedinhos de prosa com um dos Djs/Produtores da Dancing Cheetah, CHICO DUB. Dá o look 360º.
BURN: Como e quando surgiu a Dancing Cheetah?
Chico Dub: A Cheetah surgiu no iniciozinho do ano passado. Eu, João e Pedro tínhamos acabado de tocar juntos numa festa e a experiência foi tão divertida que bolamos um jeito de continuar tocando juntos. Daí nasceu a Cheetah. Em fevereiro de 2009 fizemos nossa primeira edição.
BURN: Quais as suas maiores referências?
CD: Nossas maiores referências são os ritmos digitais produzidos nos "países do terceiro mundo": México, Argentina, Colômbia, Brasil, República Dominicana, Angola, Costa do Marfim, Cabo Verde, África do Sul, e por aí vai. Mas também abraçamos coisas mais antigas desses lugares, especialmente as sonoridades dos anos 70, que usamos para abrir e fechar as noites. E finalmente, todo e qualquer tipo de música tropical, caliente, um tipo de som que é, e sempre será, bem divertido.
BURN: Qual a ligação da Cheetah com o Technobrega?
CD: Dentre a coisa de privilegiar ritmos eletrônicos produzidos no terceiro mundo, não podíamos deixar de tocar um dos mais originais e divertidos de todos eles, que é o tecnobrega. No início da festa, a gente testava os sons antes, pra saber como seria a reação do público com toda aquela música estranha. Logo de cara percebemos que a cumbia e o tecnobrega foram muito bem aceitos. Na primeira temporada da Cheetah, por exemplo, só o Pedro tocava. Hoje todos tocam. Por conta disso, fomos chamados pra abrir e fechar um show da Banda Calypso, na Fundição Progresso. E o João recentemente esteve em Belém, tocando com a Gaby Amarantos e tudo.
BURN: Quais foram as melhores edições, e que artistas deixaram sua marca?
CD: Todas as edições que fizemos com os argentinos representantes da nova cumbia digital foram muito especiais (El Remolón, Frikstailers e Villa Diamante). Teve uma que fizemos no Studio Line com um line up arrasador. Eram DJs do Canadá (Poirier), Estados Unidos (Maga Bo) e África do Sul (Fletcher) além do time da Cheetah e do nosso irmão Lucas Santtana. Falando em Lucas, não dá pra esquecer de uma edição no Teatro Odisséia que contou com um show dele. E, finalmente, a estreia do Ajax, projeto de disco music exótica encabeçado pelo Gustavo MM e Filipe Mustache, projeto esse do qual somos padrinhos.
BURN: Na próxima Cheetah (sexta-feira) vocês recebem a banda Norte Americana LEMONADE, que toca um rock meio eletrônico, meio "world music" (como vocês definiriam?). O que podemos esperar?
CD: Se a Dancing Cheetah fosse uma banda, ela bem que poderia ser o Lemonade. Assim como a gente, eles são um trio que toca um montão de sons diferentes. Acho que vai ser um show bem especial. E uma oportunidade e tanto de conferir uma banda nova, no ápice, e com uma pegada muito rara de se ver por aqui, algo como um indie-dance com toques étnicos. Já soube que eles vão aproveitar a passagem por aqui para testar músicas para um próximo disco. Ou seja, vai ser imperdível!!!

SERVIÇO:
Dancing Cheetah
DJs Cheetah: Chico Dub + Pedro Seiler e Banda Lemonade (EUA).
Sexta feira, 10 de setembro. 23hs.
Teatro Odisséia
Lista amiga: dancingcheetah09@gmail.com
Fotos: Divulgação
Enviado por Yugo + Loulou Chavarry




























