Conhece a EXPO?

08 de setembro de 2010

Esse ano o pessoal do Tramavirtual começou mais um projeto bastante legal: a EXPO.

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Simone sou por Alesssandra Fratus

No intuito de divulgar os malucos que ainda se aventuram a fotografar essa modalidade em que se trabalha tanto por tão pouco, registrando aquilo que é uma das coisas que mais se dá gosto de fazer, mas menos se recebe pelas (fotografias de shows), eles fazem uma curadoria de 10 fotos por artista, que fica por um mês em evidência no site até a escolha do novo expositor.

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Flamming Lips por Caroline Bittencourt

Conversamos com a Regiane Akemi, criadora da EXPO, para saber um pouco mais sobre o projeto:

BURN: De onde surgiu a ideia de fazer uma exposição virtual sobre as fotos?

Regiane Akemi: A EXPO foi o primeiro projeto que propus aqui na Trama Virtual. Sempre gostei muito da seção Artes & Ofícios (músicos são convidados a fazer uma "obra" inspirada em uma música sua e outra na de outro artista) e saquei que seria bacana dar ainda mais espaço ao lado visual da música. Outro aspecto legal da EXPO é dar espaço não só às pessoas que tocam, mas também às que fazem a cena acontecer de alguma maneira. Logo no início nem existia uma lista grande de possíveis colaboradores. Pensamos em uns cinco, convidamos e hoje percebo que a seção pode ter uma longa vida. A cada dia descobrimos mais gente talentosa fotografando shows.

BURN: Você acha que as exposições virtuais tomarão o lugar das tradicionais?

RA: Acredito que não. O que acontece é que hoje vivemos uma cultura de Flickr muito forte  e nossa EXPO se encontra dentro disso. Uma maneira de organizar, de propor uma curadoria e dar um destaque ao meio da imensidão da internet.

BURN: Melhor show da vida?

RA: Na verdade são dois bem diferentes, mas que ocupam o mesmo espaço na minha memória. Em 2006/07 passei uma temporada em Tóquio e na minha última semana assisti a Peter, Bjorn and John (com direito a participação da Victoria) e Bloc Party (divulgação do segundo disco). Um super intimista e outro bem "adolescentes enlouquecidos". Foi a chave de ouro dessa viagem.

BURN: Câmera favorita?

RA: Até tive experiência na faculdade com uma boa Nikon digital, mas as fotos mais legais que já fiz foram com as analógicas caseiras. As mesmas que foram utilizadas pelos meus pais na infância e roubei para mim. A maioria do meu Flickr foi feita com uma Canon e uma Kodak que mais parece descartável.


Fotos: Alessandra Fratus e Caroline Bittencourt

Enviado por Fernando Schlaepfer


Aproveite o final de semana pra ver a mostra de fotografia “Subjetivo”

27 de agosto de 2010

Esta semana o Cartel011, espaço em SP criado pelos sócios Cristian Resende, Daniel Ueda e Fernando Sapuppo, recebe a mostra de fotografia "Subjetivo", dos artistas Marcio Simnch e Paulo Bega

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Foto: Marcio Simnch

A exposição reúne fotos da dupla usando como principal elemento a luz natural. Paulo escolheu explorar a sensualidade do corpo e usou também como inspiração as poses exóticas usadas pelo artista alemão Hans Bellmer.

Já Marcio usa como referência "Vanitas", e retrata a morte em ambientes frágeis, misteriosos, efêmeros e românticos.

O exposição vai até 11 de setembro. É uma ótima pedida para um final de semana agradável antes de se jogar na noite.

Cartel 011: Rua Artur de Azevedo, 517, Pinheiros. Tel.: 0/XX/11/3081-4171


Foto: Divulgação

Enviado por Juliana Andrade


PAPO RETO: Fernando Schlaepfer (I Hate Flash) e André Câmara (Party Busters).

18 de agosto de 2010

Nesta quinta, dia 19 de agosto, comemora-se o Dia Mundial da Fotografia. Para celebrar a data, convidamos Fernando Schlaepfer, do I Hate Flash, e André Câmara, do Party Busters, para um papinho reto sobre como revolucionaram os registros da noite do Rio de Janeiro.

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Fernando Schlaepfer, do I Hate Flash, e André Câmara, do Party Busters FOTO: I Hate Flash

BURN: Fale um pouco das fotos do I Hate Flash e do Party Busters. O que vocês fotografam e como fotografam?

Fernando Schlaepfer (I Hate Flash): Tentamos evidenciar moda e comportamento registrando eventos da forma mais espontânea possível, largando o flash na fuça alheia sem cerimônia, de preferência antes de dar tempo de fazerem poses para as fotos! É totalmente diferente do restante do meu trabalho como fotógrafo, mas também faço questão de deixar ali a minha cara, ter um estilo e uma narrativa condizente com o assunto em questão.

André Câmara (Party Busters): Procuramos registrar de maneira autoral as aventuras boêmio-carioca-alternativas dos fotógrafos da equipe.
Nosso trabalho é ficar bêbado, se divertir, incomodar a galera que está tentando se divertir, fazer um gif esquisito, publicar em um endereço estranho e contar pra todo mundo pelo twitter.

BURN: Se tivesse que fazer um TOP 3 dos melhores sets de fotos até hoje, quais seriam?

FS: Puta pergunta difícil! Eu gosto de set da polêmica festa da Adidas nem tanto pelas fotos, mas pela noite em questão: fomos convidados à festa pelo world famous Mark Hunter, o Cobrasnake.

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Um que com certeza gosto muito do resultado é o photoshooting do catálogo Inverno 2010 da My Philosophy, que me chamaram para fotografar as modelos durante uma festa, usando as roupas da coleção que estava por vir, mas sem necessariamente estarem posando ou mostrando claramente as peças; tanto que resultou num set.

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E sobre um terceiro... Cara, não sei. É difícil! Posso falar que é o último, sempre gostamos cada vez mais das fotos, então vou falar que minha terceira escolha é o último set publicado por lá haha, que no caso de hoje, é o da Bootie da sexta-feira 13.

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AC: Nossa, acho que já passaram de 100 sets no partybusters, realmente fica difícil rankear os 3 melhores... mas vou falar dos que me vieram a cabeça nesse exato momento.

Terceiro Lugar - A Grande Roubada no Scala. nenhum de nós é um grande entusiasta do Hardcore mas os registros contrastantes que a cozinha compartilhada com a Pizzaria Guanabara nos proporcionaram certamente dão um tom diferenciado pra esse álbum.

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Segundo Lugar - O set da Bootie Rio semana passada. Apesar do calor escaldante, nosso novo membro da equipe, Bira David, desceu lá e ahazou. Adoro o contraste da tatuagem com a menina nessa foto.

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Primeiro lugar - Halloween da Ausländer de 2009. O set é antigo e o nosso logo era gigante e pontiagudo mas tem gente bonita e muito montada. Não tinha como dar errado.

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BURN: O que esperar do I Hate Flash e do Party Busters daqui pra frente?

FS: Esperar continuar sendo odiado Brasil afora haha! Temos um núcleo consistente no Rio e em São Paulo, e contamos com outros fotógrafos começando a trabalhar conosco de várias partes do Brasil. Estamos felizes porque muita gente com um trabalho de muita qualidade quer participar do I Hate Flash, e é um prazer pra nós ver o site sendo reconhecido e crescendo consideravelmente, o que acontece de forma dosada pra continuar sendo uma fonte de diversão pra gente, afinal, mesmo lidando profissionalmente com tudo isso, é o motivo principal da coisa. Algumas mudanças dessa expansão acontecerão ainda esse ano. Já vêm sendo pensadas há tempos, mas como todos envolvidos nas mudanças estruturais do site são bem atolados (me incluo!), está demorando mais que o previsto. Acontece!

AC: Pode-se esperar mais identidade dos fotógrafos em cada set e também menos fotos (pasmem). Nossa intenção nunca foi colocar as fotos de todo mundo que pisou na pista, queremos as melhores e mais representativas, estamos tentando buscar novidades e diminuir a distância entre o fotógrafo e o público. Já foi o tempo em que eu acreditava que a nossa meta era ser invisível e fotografar as pessoas sem que elas percebessem. Agora acredito que a foto que deve ir pro site é aquela em que o fotógrafo conseguiu influenciar e transformar o momento em algo interessante e autêntico. É engraçado ver como as pessoas reagem diferentes com os fotógrafos, duas pessoas na mesma festa podem aparecer com fotos completamente diferentes. Falando do site em si, tem várias novidades "virando a esquina aí" nas próximas semanas. Além de registros fotográficos, vamos tentar movimentar a noite carioca ofereçendo conteúdo relacionado a música e estilo. Ainda estamos fechando a equipe (que triplicou), mas já estou muito orgulhoso das confirmações, já trabalhei em pequenas e grande empresas e posso dizer sem medo de errar que estou cercado pelos melhores profissionais nas suas áreas, mal posso esperar pra mostrar pra vocês o que estamos preparando.


Fotos: I Hate Flash, Party Busters

Enviado por Yugo + Loulou Chavarry


PAPO RETO com Jodele Larcher

09 de agosto de 2010

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Jodele é diretor, editor e homem-multimídia. Faz parte do coletivo de Vj`s Az0ia Lab. Participou do Red Bull Live Images e Skol Beats. Fez a parte visual e cenários virtuais de grandes shows como Moby , Carl Cox, Jota Quest, Lulu Santos, Roberto Carlos, Gilberto Gil e Capital Inicial. Com tanta coisa boa na bagagem, levamos um papo reto com ele, que faz a curadoria artística do Festival VideoAtaq, que rola neste fim de semana, no Parque das Ruínas.

BURN: O que é o VideoAtaq? Conta um pouco pra gente.

Jodele: VIDEOATAQ é uma intervenção estética. Projeções gigantescas recriando o espaço urbano. O primeiro grande evento internacional de videomapping da cidade. Ele foi inspirado no RiotVideo, que aconteceu pela primeira vez em 2002, em San Francisco, lá cada VJ levava seu projetor e seu gerador e projetava sobre um bairro inteiro.
O “Videomapping” é uma técnica de vídeo que permite utilizar a arquitetura como uma grande tela para projeção, se encaixando perfeitamente em cada aresta, em cada janela, degrau ou onde mais o artista quiser mapear. Além dos VJs, o evento conta também com DJs e Poetas convidados. Há também um espaço para aprendizagem e debate, já que durante todos os dias do evento teremos oficinas e mesas-redondas.

BURN: Quais são as atrações desse ano no VideoAtaq?

Jodele: O VIDEOATAQ vai ter muitas atrações interessantes. Estamos trazendo gente de todo o Brasil. De São Paulo vêm o VJ Spetto e o VJ Alexis, de Brasília vem o VJ Xorume, o 1mpar de Belo Horizonte, a galera do AntiProjeto do Ceará, além de excelentes Vjs da cidade: o coletivo Az0ia, VJ Leo Oliveira, VJ John John, VJ Moana Mayall e VJ Fernando Salis. Teremos também convidados internacionais, da Suíça vêm os criadores do Modul8 (melhor software para Vjing da atualidade): Bóris Edelstein e Ilan Katin, Laki Lazslo, criador do VJTorna, maior torneio de Vjs do mundo, da Hungria e de portugal o VJ Zaz, vencedor (junto com o VJ Spetto) do último VJ Torna.

BURN: Quais artistas / Vj`s Nacionais você destaca?

Jodele: Conseguimos trazer uma boa amostragem do que tem de melhor no cenário VJ do Brasil.

BURN: Em sua mesa de trabalho percebemos uma parafernalia. Que equipamentos e programas você usa?

Jodele: Uso dois Mackbook Pro com o software Modul8 instalado, um V4 e um DVDJota.

BURN: Você já trabalhou com grandes artistas como Roberto Carlos, Moby, Gilberto Gil. E também já fez muita coisa para festas pequenas, em clubes É muito diferente criar para o mainstream e para o underground?

Jodele: É diferente. A principal diferença entre criar para o mainstream e para o underground é que, quando atuo no mainstream, tenho que ter a preocupação de criar coisas novas e específicas para cada trabalho, quando atuo no meio underground, fico mais livre para criar porque não preciso me preocupar tanto com questões de copyright das imagens que vou utilizar.

VideoAtaq - Videorelease from Guigga Tomaz on Vimeo.

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Foto: Divulgação

Enviado por Loulou Chavarry + Yugo


Torre do Tempo Tecnológica.

06 de agosto de 2010

Imagina olhar pra cima  e "adivinhar" a previsão do tempo... O que parecia quase impossível se tornou realidade graças à equipe de design belga do au-Lab. Eles transformaram a Torre Dexia, um dos famosos arranha-céus de Bruxelas, em uma tela gigante de previsão do tempo.

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A torre, que era apenas uma obra de arquitetura, foi transformada numa ferramenta funcional para os habitantes da cidade. Foram instaladas 72 mil luzes de LED nas 6000 janelas, que - controladas por um sistema que muda sua cor e padrão - descrevem a previsão do clima do dia seguinte. Nunca vi nada igual e achei, além de lindo, impressionante.

Para aqueles que pensam que design é só para tornar as coisas mais bonitas, nas imagens abaixo, eis um de seus principais objetivos: tornar as coisas úteis e funcionais. Um viva aos designers belgas!

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Fotos: au-Lab

Enviado por Dri.K


As mulheres pelos ilustradores do Bicicleta Sem Freio.

27 de julho de 2010

O Bicicleta Sem Freio é um trio de ilustradores de Goiania, composto por Douglas de Castro, Victor Rocha e Renato Reno.

Cada um com seu próprio estilo e traços distintos, muitas vezes todos presentes em uma mesma ilustração, mas não importa descobrir qual é responsável por qual. Fique fã dos 3:

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Gatinha Atolada, trabalho autoral

De cada dez ilustrações que eles fazem, nove e meia têm mulheres desenhadas, seminuas, de preferência. "Muito fetiche e lindas mulheres", como fazem questão de frisar.

Não à toa, 2/3 do BSF faz parte da banda Black Drawing Chalks (BDC), e todos eles citam o rock 'n' roll e seu universo como referência máxima.

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Estampa "My Radio", feita pro próprio BDC

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Flyer pro show da tour do Black Drawing Chalks na Argentina, no Niceto Club

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Flyer pro show da tour do Black Drawing Chalks na Argentina, no Especies

Renatinho respondeu umas perguntas pro Blog BURN, mostrando que tem ótimas referências de outros músicos e que também são ótimos artistas. Além de revelar que tanto no BSF, quanto no BDC, as inspirações máximas são as mesmas: as mulheres.

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A Galeria Pixel Show em Porto Alegre, participamos com grandes amigos!

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Outro a várias mãos, pro Goiania Noise Festival

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Cartaz pra representar o BSF no N Design de Curitiba

BURN: O que ouvem enquanto estão ilustrando?

Bicicleta Sem Freio: Quando a gente está desenhando, sempre rola muita música alta... Vários coisas, de Leandro e Leonardo a Pantera!

BURN: Quais são suas maiores influências no Bicicleta Sem Freio?

BSF: No BSF, é o universo do Rock´n Roll; música, comportamento, elementos visuais e "muito fetiche e lindas mulheres".

BURN: E no Black Drawing Chalks?

BSF: No BDC...cervejas, mulheres, bons amigos, festas, viagens e rock 'n' roll!

BURN: Vocês conhecem / admiram algum outro ilustrador que também seja músico?

BSF: A gente gosta do Kurt Cobain do Nirvana, a Kim Gordon do Sonic Youth, John Baizley do Baroness, Ron Wood dos Rolling Stones. E o mais legais Jimmy Page do Led (Zeppelin) e Slash do Guns (N' Roses).

BURN: Quem são ícones do rock pra vocês? Clássico é Elvis ou Hank Von Helvete?

BSF: Cara, fica complicado. Hahahaha. Mas a gente é de Goiânia, quem ensinou tudo que a gente sabe foi uma banda daqui mesmo, nossos pais do rock. MQN - Fabrício Nobre, CJ, Miranda e Mestre Vasquez.

E pra fechar, fiquem com o clipe de "My Favorite Way", produzido pelos Bicletas em conjunto com o também ótimo estúdio Nitrocorpz:


Fotos: Divulgação

Enviado por Fernando Schlaepfer


Romeu Silveira é um artista de peso.

23 de julho de 2010

Guarde esse nome: Romeuuuu. Com apenas 21 anos, o artista gráfico e designer nasceu, cresceu e reside em Itajaí, Santa Catarina, mas as suas imagens já rodaram o mundo. Criador da revista digital U Mag, em sua 80ª edição, e do estúdio de criação From Brazil, With Love, ele é um dos blogueiros e colaboradores da revista P.O.P. - uma das mais descoladas do mundo editorial - e e também do portal FFW, editado por Erika Palomino e criado por Paulo Borges.

Leia uma entrevista com ele logo logo após a imagem quente da modelo Lara Stone.

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BURN: Quando surgiu o From Brazil, With Love (FBWL)?

ROMEU SILVEIRA: Surgiu em 2008, mas só em 2009 eu comecei a levar a sério.

Burn: Você chama o FBWL de um estúdio de apropriação. O que é esse conceito exatamente?

RS: É um estúdio onde você pega o que já existe e transforma em outra coisa, dentro de outro contexto, mas sem tirar o mérito de quem fez a imagem.

Burn: Que técnicas você costuma usar?

RS: Eu gosto de trabalhar no blog com imagens com textura de papel, que foram escaneadas e depois colocadas na internet. Mas às vezes, eu abro uma excessões.

Burn: E de onde veio essa imagem da Lara Stone?

RS: Então, a colagem da Lara reune vários tipos de corte que eu uso no blog: os geométricos, os orgânicos e etc. Vários estilos em uma colagem só.

Burn: Como foi o convite para ser blogueiro da P.O.P. (Partners Of Pop)?

RS: A revista me chamou para fazer parte do P.O.P. assim que a última edição foi lançada. Eles deixaram um comentário no blog pedindo o contato, aí tudo aconteceu e três semanas depois eu já estava colaborando. Acho que eles me chamaram porque a edição tinha umas coisas relacionadas com apropriação e etc. É muito bom ter o blog lá dentro por conta da visibilidade, dos novos contatos que aparecem...


Foto: From Brazil, With Love

Enviado por Gabriel Marchi


PAPO RETO: Batman Zavareze.

21 de julho de 2010

O projeto Multiplicidade Imagem_Som_Inusitados é um festival de performances audiovisuais que acontece desde 2005 no Rio de Janeiro, e que mostra ao público um amplo repertório de atrações no Oi Futuro Flamengo e no Oi Casa Grande, unindo em um mesmo palco arte visual e sonoridade experimental em espetáculos multimídia. A sexta temporada teve início em 24 de junho, numa noite especial que contou com show de Carlinhos Brown em parceria com o diretor Gualter Pupo e o núcleo de design Arterial.

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Trocamos uma ideia com o produtor do evento, Batman Zavareze. Dá um look:

Burn: Quais são as novidades dessa temporada 2010?

Batman Zavareze: O Multiplicidade vai ao longo do ano experimentar novas linguagens do vídeo, do cinema, da arte digital, dos sons ultilizando recursos tecnológicos. Esta é a nossa busca pela riqueza de diversidade. Ser inclassificável, sem rótulos fáceis, é o que justifica nossa multiplicidade. Do pandeiro ao laptop, do violino aos sensores, qualquer recurso é bem-vindo para experimentações. Vamos ter nos sons, estilos, que vão do ritmo africano a música classica de Villa-lobos, mas sempre revistos. E a plasticidade das imagens virão acompanhadas de recursos tecnológicos que nos oferecem um lado mais lúdico sem cair em meros modismos.

Multiplicidade 2008: Peter Greenaway - Tulse Luper VJ Performance

Burn: Você fez algumas viagens atrás de novidades, não foi? Para onde você foi e o que conseguiu reunir de bacana?

BZ: Minha última viagem foi em março para a Turquia, por 15 dias. Fui ver e escutar artistas audiovisuais (vídeoartistas e músicos) de vários cantos da Ásia Central (Irã, Uzbequistão, Quirquistão e a da própria Turquia). Fui em busca de quebrar meus paradigmas ocidentalizados sobre arte e tecnologia.

Burn: São 5 anos de projeto. O que de mais valioso o Rio ganhou com o Multiplicidade?

BZ: O Rio ganhou uma plataforma sólida, um novo canal regular para discutir novos formatos para performances audiovisuais com o Multiplicidade, e principalmente, com um espaço de arte e tecnologia como o Oi Futuro. Sem um espaço como este, que ofereça as possibilidades desta convergência das novas mídias digitais, nada disso seria possível. O normal sempre foi importar festivais e projetos de outros estados ou de outros países. Tudo é válido, mas é fundamental ter uma plataforma carioca sendo exportada também. É justo com esta cidade que é tão rica cultural e artisticamente. Neste ponto, os 6 anos de patrocínio da Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro e da Oi nos trazem uma tranquilidade para pensar o futuro.

Multiplicidade 2009: AntiVJ + Principles of Geometry = A Stereoscopic Show

Burn: Quais foram as maiores dificuldades durante esses 5 anos?

BZ: Se reinventar. Eu contabilizo as dificuldades. Em 2005 tive um prejuízo, e precisei que vender o carro. Foi uma decisão pessoal para fazer o projeto crescer, e somei minhas forças aos recursos que tinha. O que ganhei com isso? Parei de dirigir...rsrs. A cada ano eu invento novos desafios, mesmo que eles não existam. Qualquer revisão, elogio ou crítica, será realmente válido quando atingirmos pelo menos 10 anos. Não digo isso somente pelo festival, mas pela cidade e para formação artística. Em 2006 conheci um festival de arte eletrônica, o Ars Electronica, que começou em 1972, no ano que nasci. A cidade de Linz foi planejada para ser uma sede mundial para pensar arte, sociedade e tecnologia. Este planejamento me seduz imensamente.

Multiplicidade 2010: making of Carlinhos Brown + Gualter Pupo + Arterial

Burn: Você costuma lançar um catálogo que documenta cada temporada. Conta mais um pouco sobre isso.

BZ: A cada ano lançamos um livro que documenta nossos espetáculos do ano anterior, e abrimos espaço para reflexões sobre as técnicas, linguagens e pensamentos que passaram pelo nosso palco, mas nem sempre ficam tão explícitas. Na performance do Arnaldo Antunes, por exemplo, ele levanta por 5 minutos cartazes com dizeres Totem e Tabu, e vai colocando dentro de sua própria roupa. É o movimento antropofágico do mito criado por Freud. No espetáculo é lindo e emocionante, ele se enchendo de cartazes amassados e ficando obseso de Totens e Tabus, mas no livro podemos ir além; com isso chamei uma psicanalista, Numa Ciro (que também é artista e poeta) para refletir literariamente sobre o tema e a atitude artística. Em 2009, lançamos nosso livro com um clipe experimental de 15 minutos com sons e imagens do que já vínhamos trazendo para o público. Em 2010, ganhamos mais 50 páginas com conteúdo literário. Em 2011, será holográfico.

Próxima Apresentação Multiplicidade:

Quinta-feira, 22 de julho, 19h. Oi Futuro Flamengo.
Com LETUCE + PAULO CAMACHO

Junto com Paulo, a banda mais romântica da cidade, Letuce, cria uma piscina na plateia, de onde o espectador poderá assistir o show. Em tempos de sustentabilidade, ao invés de água, bolinhas de isopor. Para deleite do corpo, massagem instantânea enquanto os ouvidos e os olhos são preenchidos.


Foto: Divulgação

Enviado por Loulou Chavarry + Yugo


Semana Rock: Bob Gruen, um fotógrafo a se invejar.

14 de julho de 2010

Começando o post com um dos tantos motivos de inveja: uma das bandas que nunca veremos ao vivo, em um de seus inúmeros registros pelo personagem do post: Bob Gruen.

TheClash

The Clash

Hoje com 65 anos, Gruen é mundialmente conhecido por suas fotos de John Lennon - o fotógrafo era amigo do beatle, e entre tantos outros registros, é responsável pelas últimas fotografias de Lennon vivo -, o que não é nada menos que o máximo, porém, longe de serem seus melhores (ou mais invejáveis) momentos.

Rocker por essência, começou a fotografar shows na década de 60, e registrou o nascimento (e morte?) do movimento Punk e da new wave, entre milhares de artistas, bandas, estilos e momentos históricos - onde ele faz parte ativa da mesma, seja por ser o responsável pelas "provas", quanto por fazer parte da cena, sendo profundo conhecedor e admirador de seus assuntos de trabalho.

Desde sempre admitiu que a pedra fundamental de sua trajetória foi simplesmente a vontade de estar mais perto das bandas que gostava, e descobriu que pra ser dono desse lugar na primeira fileira só precisava de um instrumento: a câmera dada por sua mãe, que o ensinou a fotografar ainda criança.

O resto é história.

Foi o único fotógrafo a excursionar com os Sex Pistols, e continua na ativa ainda viajando com as bandas (a da vez é o Green Day, como você pode conferir nos relatórios da turnê) até hoje.

Os mais de 40 anos prestando serviços fotográficos ao rock são motivo suficiente pra dedicar o post desse dia especial ao coroa que invejamos.

Abaixo, mais 10 dos motivos que temos para invejá-lo:

Lennon

Lennon

SexPistols

Sex Pistols

Ramones

Ramones

JoanJett

Joan Jett

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Kiss

LedZeppelin

Led Zeppelin

BeastieBoys

Beastie Boys

IggyPopDebbieHarrySidVicious

Iggy Pop & Debbie Harris, vocalista do Blondie (à esquerda). Sid Vicious (à direita)

Stones

Rolling Stones

NewYorkDolls

New York Dolls

Para continuar se mordendo de inveja, aí vai o link da sessão do site oficial onde ele dispõe, organizado por bandas, uma grande parte desse acervo: The files


Fotos: Divulgação, Bob Gruen

Enviado por Fernando Schlaepfer


Vale começar fervendo: Terry Richardson.

09 de julho de 2010

O cara dispensa apresentações. Polêmico, controverso, processado, odiado, são tantos adjetivos negativos que mostram que menos com menos dá mais. A falta de técnica é chamada de estilo, a ausência de pós-produção é conceituada como linguagem e os escândalos são aclamados como subversão... O fato é que, entendendo ou não os motivos para isso, todos amam o Terry Richardson.

A subversão e a mudança!

Mas o post não é pra falar do trabalho dele, e sim do seu blog. Aliás, blog não, é um Tumblr, mas que ele faz questão de chamar de diário: Terry Richardson's Diary.

Terry começou a colocar suas fotos lá diariamente a partir do final do ano passado. Hoje em dia, ele separa por assuntos, que vão desde ele próprio e seu diário a pessoas, modelos e uma sessão "a camisa da semana". E não, não são colocadas apenas camisas de flanela, apesar do seu guarda-roupas ser exclusivamente delas.

Segundo a equipe do Tumblr - que inclusive consta na galeria de fotos do diário, - as fotos mais vistas são as de Terry com celebridades, que volta e meia aparecem com o fotógrafo, seja em um making of de um ensaio, uma festa, um quarto de hotel...

Lady Gaga, na Polaroid autografada:

Terry e Kirsten Dunst:

Com Dennis Hopper:

Mary-Kate Olsen:

Chloe Sevigny...

Mas óbvio que não é só nisso que o Blog/tumblr/diário se sustenta.

Caso contrário, não seria do Terry.

E...

Não mesmo.


Fotos: Terry Richardson's Diary

Enviado por Fernando Schlaepfer






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No Blog Burn você brinca com fogo.